• Isa Mota

VONTADE DE DESISTIR DA EDUCAÇÃO? SÓ QUE NÃO!


Chega a pandemia. Escolas fechadas. Incertezas.


Pais, direção, supervisão, coordenação e, principalmente, os alunos, desnorteados.


E mais uma vez, o sistema educacional de Minas Gerais tropeça nas próprias pernas e vem atropelando a todos! É preciso “mostrar serviço” . E, como sempre, professores salvando a situação, sendo criativos, sem horários para atender às demandas diversas de pais, alunos e superiores, a qualquer dia e hora.


No faz PET, corrige PET, adapta PET, atividade extra, aplicativo não funciona, dores nas costas, nos ombros, cadeiras ergonometricamente incorretas, internet que cai, dar aula para a mãe para que ensine o filho, ligar para casa de alunos que não apareceram no aplicativo, responder WhatsApp, faz tutorial... Não temos mais, domingos, feriados, dia, noite... nosso horário é tempo integral.


Nesse momento, aparece um tal de PET 300 anos de Minas Gerais. Será que ninguém sabia que Minas faria 300 anos esse ano? A SEE não se prepara de um ano para o outro? Onde está o planejamento anual que nos é cobrado na primeira semana do ano letivo? Não fazem o para casa? Esse projeto não teria que ter começado no princípio do ano letivo?


E, mais uma vez, nos são impostos projetos, numa linha vertical, sem consulta prévia. A opinião dos professores que vão estar, ou melhor, estão sempre na linha de frente, não importa.


O resultado já sabemos!


Segundo a ONG Brasil Paralelo, nosso pais é o penúltimo na lista de qualidade de educação entre os países da América Latina. Um país onde 55% dos alunos de 8 anos não sabem ler e nem escrever. A prioridade da educação no Brasil não é o ensino básico e sim as Universidades. Até o ano de 2010, o Brasil nunca havia participado do exame PISA (Exame Internacional de Avaliação dos Estudantes -(Programme for International Student Assessment) .


“O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), tradução de Programme for International Student Assessment, é um estudo comparativo realizado a cada três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Pisa oferece informações sobre o desempenho dos estudantes na faixa etária dos 15 anos, idade em que se pressupõe o término da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países, vinculando dados sobre seus backgrounds e suas atitudes em relação à aprendizagem, e também aos principais fatores que moldam sua aprendizagem, dentro e fora da escola.”


O Resultado do Brasil em PISA em 2018 permanece o mesmo de 2010. Comparativo entre os 193 países participantes.


“Se comparado à média dos países, o Brasil também apresenta resultados ruins nas três áreas avaliadas. Em leitura, a média da OCDE é de 487 pontos, e o Brasil obteve 413, o que deixa o país entre o 55º e o 59º lugar no ranking. Em matemática, a média da OCDE é de 489 e do Brasil 384, ficando entre o 69º e o 72º lugar. Já em ciências, as médias da OCDE e do Brasil são, respectivamente, 489 e 404 pontos, com o Brasil se posicionando na classificação entre 64º e 67º posição.”


O Brasil investe R$120 bilhões em educação por ano. Como se explica esses números? Emprego inadequado das verbas, má formação de professores, baixo investimento na Educação básica, corrupção... etc.


Analisando toda essa situação, cada vez me convenço do trabalho de formiguinha desempenhado por professores comprometidos com sua profissão e com a formação do ser humano, na esperança que tudo isso mude.


Eis que a providência do universo nos surpreende a cada dia. E o quão gratificante é saber que ainda posso fazer algo, mesmo que pequeno.


O Universo me trouxe uma “Lady Bug”, a pequena Lívia de 5 aninhos (Lívia Aparecida Costa), uma garotinha esperta, que na sua inocência verdadeira diz: “Maria! Você é uma professora Maneira”. E solta uma risada quando aprende algo, por mais simples que seja, me fazendo ter vontade de continuar no meu ofício de aprender mais que ensinar, pela vida a fora!


Para que um dia, cada Lívia, em cada sala de aula, se realize como ser humano proativo, pensante, crítico e feliz.


Referências bibliográficas: Brasil Paralelo











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