• Mariana Veloso

TODA MULHER, UMA DEUSA!


Em 2018, decidi aprofundar pelas trilhas do autoconhecimento e comecei a me inteirar por essa vastidão que é a feminilidade. Na época, eu estava buscando novos rumos na minha profissão e senti como se tivesse escutado um “chamado”. Sempre escutei das pessoas mais próximas a mim, o tanto que eu era feminista, e o quanto os meus textos são tocantes e as faziam e fazem refletir.


Sendo assim, comecei a escrever cada vez mais textos que abordavam esse tema e tudo que eu estava aprendendo e me permitindo ter uma compreensão maior desse universo. Simultaneamente, iniciei meus estudos sobre o Sagrado Feminino e tomei maior consciência da força e potência que existe dentro de cada mulher. Como é incrível descobrir, ressignificar e integrar esse universo lindo e vasto que há em cada uma de nós. E o caminho nem precisa ser rebuscado demais, basta estar aberta para o conhecimento e compreensão.


Mas, engana-se quem pensa que autoconhecimento é uma onda linda cheia de boas vibrações e sinos tocando alegremente. Não é. Quem decide se conhecer, tem que abrir mão e reconhecer que também é uma pessoa tóxica, tem que assumir responsabilidades, aceitar as dores, as culpas e os medos. É preciso acolher-se e se libertar daquela ideia de que é sempre o outro ou a vida, o(s) responsável(is) pelo(s) nosso(s) sofrimento(s). É sair da zona de conforto e se permitir expandir pra renascer. Uma metamorfose ambulante, diria...


Minha iniciação se deu através de diversas formas: leituras, meditação, oficinas, assisti palestras, filmes, workshops, entre outros. Mas, nada, absolutamente nada, substitui grupos de mulheres que se conectam através da empatia, da força, do amor, do acolhimento e da compreensão que existe no olhar, no abraço e na sororidade que nos compõe. A busca de proposito é bem similar, e evidencia e traz à tona todo o amor que precisa habitar em cada uma de nós. Foram nesses encontros em que eu mais aprendi e entendi que eu não podia mais me abandonar, nem muito menos, negligenciar tudo que pulsava aqui dentro.


Fiz conexões lindas que são verdadeiras amizades, às quais levo pela vida afora (as meninas do blog são o maior exemplo desse encontro divino). Como diria Roberto Carlos: “São tantas emoções!”. É incrível quando o universo possibilita verdadeiros encontros e, através deles, as conexões, afinidades, amor e carinho fluem como vento. A energia é tão boa e linda que nem dá para explicar, só estando perto, presente, dá pra sentir. Saio leve, sempre que me conecto com forças assim, elas me somam e me regeneram, sempre! É como se a gente deixasse um pedacinho de si, e levasse um pedacinho da outra.


E, por essas andanças, acabei me deparando com algo que, suspeito eu, já possa até ser de seu conhecimento. Mas, que me deu além de uma forte intuição, vários “insights” somados a um ímpeto imenso de escrever a respeito. Aprendi um pouco sobre as sete Deusas Gregas e toda a vastidão que elas são.


Comecei a pesquisar sobre os arquétipos dessas Deusas Gregas. Os arquétipos são muito discutidos na Psicologia Junguiana e na Mitologia, que mesmo uma sendo uma ciência e a outra não, em alguns aspectos, tem as suas semelhanças.


Em relação ao feminino, e ao Sagrado que habita em cada uma de nós, não seria diferente. E, embora cada uma de nós tenha a sua unicidade, existem muitas semelhanças que nos compõem. A gente se vê um pouco em cada mulher, porque somos muitas e ao mesmo tempo, somos únicas.


Através das Deusas da Mitologia Grega podemos aprender e compreender um pouco mais deste UNIVERSO FEMININO. Então, querida leitora, quero te propor algo. Que você faça as pazes com o Sagrado feminino que habita em você. Não existem fórmulas extraordinárias para isso, apenas, aceitação. Quanto mais buscamos nos conhecer, mais temos a oportunidade de fortalecer e enriquecer o Sagrado Feminino que nos habita. Viva o Sagrado no dia a dia!


Contemple seu corpo e abrace seu lar Sagrado. Acolha as suas dores e compreenda seus medos. Perdoe-se! Perdoe-se, verdadeiramente. Compreenda que escolhas de outros tempos fazem parte da construção da mulher que nasce todos os dias. Celebre com amor a mulher que você está se tornando. Abra o seu coração, seus olhos e ouvidos, e escute quando ela te chamar. Ela dança com o fogo, ela brinca com o mar, ela tem um universo ai dentro do peito... É vastidão e imensidão... Ela é doce quando precisa e forte quando necessário. Ela tem medo, fome de amor e dores secretas.

Ela sempre será a sua melhor escolha e estará sempre ao seu lado.

Pois, representa tudo aquilo que você recusou, aceitou e sobreviveu.

Pare… respire… ame!

Ressignifique e reconheça seu caminho. Tem uma Deusa aí querendo sair. Abra os braços e a receba. Ela é você!


A mitologia traz a oportunidade de conhecermos, abraçarmos e fortalecermos a Deusa que habita em nós, acolhê-la e curá-la quando ferida.


As sete deusas são:


  • Afrodite: Deusa da Beleza;

  • Artemis: Deusa da Caça;

  • Atena: Deusa da Sabedoria;

  • Demeter: Deusa da Agricultura;

  • Hera: Deusa do Casamento;

  • Hestia: Deusa do Fogo;

  • Perséfone: Deusa da Terra.



Afrodite Deusa da beleza: As características que compõem esse arquétipo são o encanto, a sedução e a beleza. É aquela que atraí os olhares de todos com sua energia, independentemente de sua aparência física. Valoriza o que é subjetivo, íntimo e belo. É impetuosa, impulsiva e tem muita vontade de viver;


Artemis Deusa da caça: Também conhecida como Deusa da Lua. O arquétipo de Ártemis simboliza a força das mulheres guerreiras, empenhadas em lutar por seus ideais. Espírito feminino independente, não necessita de aprovação masculina, não é ligada ao social ou convencional segue seus próprios valores. Competitiva, com alta concentração no que faz;


Atena Deusa da sabedoria: Foi considerada a deusa da sabedoria, das artes e da guerra, não por ser violenta, mas estrategista. O arquétipo de Atena é marcado pela inteligência, aquelas que possuem essa divindade aflorada, são extremamente fortes e dispostas a lutar por seus ideais. Sua ave símbolo é uma coruja. É prática e estrategista, valoriza o pensamento racional (o intelecto domina o instinto);


Demeter Deusa da Agricultura: Notável por seu cuidado e carinho, é a pessoa dedicada não só aos próprios filhos, mas a todos ao seu redor. O arquétipo de Demeter é nutridora e mãe. Acolhedora e preocupada com a família e, especialmente, os filhos. Tem a maternidade como desejo.


Hera Deusa do casamento: Seu arquétipo é de “bela, recatada e do lar”. Tem o matrimonio como algo muito importante e fundamental. Não é tão maternal quanto Demeter, mas é zelosa com a família;


Héstia Deusa do fogo: O arquétipo de Héstia é da sábia. Voltada para o mundo interno, Busca dentro de si a força para resolver seus problemas familiares e pessoais. É a Deusa da purificação e renovação que a permite manter o equilíbrio mesmo diante de situações difíceis.


Perséfone Deusa da Terra: O arquétipo de Perséfone e das mulheres receptivas e filhas. São predispostas a não agir, mas serem conduzidas pelos outros, são complacentes na ação e passivas na atitude. As mulheres com essa energia são extremamente espiritualizadas e têm sensibilidade aguçada.


Os arquétipos das sete Deusas Gregas podem ser usados como uma ferramenta de análise. Vale ressaltar que o texto não tem intenção de classificar ninguém, nem muito menos, colocar estigmas. Foi apenas uma demonstração de um assunto que achei bem interessante e, se caso tenha tocado você também, sugiro que procure nessas bibliografias uma informação maior a cerca do assunto, já que o espaço aqui não me permite trazer tudo, como também, existe na internet a possibilidade de um teste para saber com qual Deusa mais nos assemelhamos. Mas, pelo que pude perceber, em determinadas fases da vida, podemos ser cada uma delas ou todas ao mesmo tempo. Tudo depende, de como estamos com nós mesmas.


Se esse texto tocou o seu coração, deixa um comentário aqui que terei imenso prazer em responder você.


Bibliografia:

Fotos: Google e Pinterest

Sobre os arquétipos: Hipercultura.

Sobre as deusas e os arquétipos: Transforme-se.

Somos todos um.


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