• Carla Kirilos

QUE BOM QUE TUDO PASSA!


Ela sabia. Ao acabar aquele café, olhando pela janela as pessoas que circulavam apressadas e em ritmos diferenciados pela rua, que as coisas não poderiam continuar como estavam. Não era mais uma percepção. Era uma certeza!


Já há algum tempo ela andava inquieta, insatisfeita, como se a rotina do dia-a-dia estivesse pesada e sem sentido. Via-se muitas vezes surpreendida por um sentimento de tristeza e angústia que lhe invadia o coração. A sensação de vazio era enorme! Não sabia explicar ao certo de onde surgia. Aparentemente, não havia motivos para estar assim, mas acabava tendo, muitas vezes estas emoções.


E os questionamentos não paravam: O que fazer com estes sentimentos que a invadiam sorrateiramente? Ignorá-los ou encará-los? E ela foi se dando conta de que já há muito tempo não fazia uma faxina na alma. E, do nada, lembrou-se da mãe e de quantas vezes tinham discutido por causa de Deus. Sim, de Deus!


Elas viviam em lados opostos quando o assunto era crença. A mãe tinha uma fé que até incomodava e ela experimentava uma total ausência de Deus em sua vida. Não chegava a dizer que era “ateia”, mas nem de longe era uma mulher de colocar a fé em prática.


E agora, de repente, as palavras da mãe martelavam na sua cabeça: “Todos nós, vez por outra, sentimos a ausência de Deus, minha filha. Esta é uma misteriosa realidade da vida espiritual. Nem os cristãos podem negar este fato, por mais fortes que sejam. No entanto, para vencer este abatimento, faz-se necessário que tomemos atitudes de fé.”


Atitudes de fé. O que exatamente seria isso? Teve vontade de mandar um áudio para a mãe, mas desistiu. No entanto, não parava de pensar sobre o assunto.


Resolveu que era melhor arrumar as gavetas. Acreditava que organizar as coisas era sempre um bom meio para colocar a mente em ordem. E, neste vai e vem de jogar tranqueiras fora, acabou encontrando um cartão de aniversário que sua mãe lhe dera. Ao lê-lo, o versículo que estava escrito saltou aos seus olhos: “Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos.” (Eclesiastes 30:22)


E então, do nada, ela chorou. E chorou e chorou. Não de tristeza, mas de alívio. Aquela mensagem lida no cartão, associada à lembrança das palavras de sua mãe, encheram o coração dela de uma paz que há muito ela não experimentava. Era como se tivesse tirado um fardo das costas.


E depois, mais calma, ligou para a mãe e conversaram como não acontecia já há um bom tempo. E falaram sobre muitas coisas, mas naquele dia, de forma especial, o assunto principal foi a fé em Deus. E elas não discutiram. Ao contrário, tudo que a mãe falava ela absorvia com entendimento e alegria. Algo novo estava brotando e ela sentia-se muito bem.



A história acima é fictícia, mas eu bem sei que pode ser a realidade de muitas pessoas, não é verdade?


A vida é assim. Às vezes estamos animadas, outras vezes entristecidas, outras vezes cantando e outras vezes chorando. No entanto, o que nunca devemos nos esquecer, é de que Deus está preocupado com absolutamente tudo que diz respeito a nós. Assim, quando este turbilhão de sentimentos confusos baterem à sua porta, porque uma hora ou outra eles realmente aparecerão sem pedir licença, não se deixe abater. Procure reagir. Procure com quem conversar. Busque trazer à memória aquilo que pode lhe dar esperança. Cuide do seu coração e do seu interior. Achegue-se mais e mais a Deus com passos de fé, observando a seguinte promessa: “...Não se entristeçam, porque a alegria do Senhor os fortalecerá.” (Neemias 8:10)


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