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  • Aruane Amorim

QUANDO COMECEI A OLHAR O UM (QUE SOU EU)


A tormenta chegou para todos, mas cada um teve, tem, e ainda terá de lidar com ela.


Torta e, na maioria das vezes, pela negação, de não querer olhar para si, a tormenta agrega à mentira tortuosa.


Comecei a prestar atenção em que, para além de olhar pra mim (principalmente nos cuidados mentais), olhava incessantemente para os outros, que pegavam a tormenta e a propagavam.


Aí, fui observando que a tormenta começou a derrubar casas próximas a mim.


Continuava a ter visão difusa; quando não era escura; tenebrosa.


Então, acordei num dia de sábado, e desejei fazer prosa com o temor de mim mesma.


Comecei a olhar o um: abri os olhos; conversei com meu Deus; vi primeiro a estrela (minha gata), depois a lua (minha cachorra) e então Plutão (meu cão).


Ah! O café da manhã. O “um” café da manhã.


Fui ao mercado e, rapidamente, tive vontade de voltar a fazer essências. Sim. Uma das formas que já expressei a arte foi fazendo e vendendo essências ambientais.


Notícias deste essencial surgiram como do nada (um chiste, um ato falho... como diria Freud).

O “um” estava no essencial.


E, recorda, repete e tenta elaborar.


Um domingo... Um parque novo... Umas árvores novas... Um novo caminho.


Vejo passar uma borboleta, e meu inconsciente me avisa: uma borboleta antes de voar foi uma lagarta, construiu seu casulo próprio (um).


E esperou o tempo para ser, unicamente, uma borboleta.




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