• Mariana Veloso

PARA TODAS AS MULHERES QUE ME CERCAM...


Foto: Google.

Desde muito nova, eu sempre me interessei muito sobre assuntos femininos, à medida que fui crescendo e tomando mais conhecimento sobre o que era o Feminismo e a importância dessa causa para todas as mulheres, percebi, que a luta por igualdade não seria fácil, mas que eu não estaria só.


Desde 2018, logo após a minha nova caminhada profissional, comecei a escrever mais sobre o assunto e a participar de grupos de mulheres, foi aí que percebi a potencia que existe quando a gente se junta, se acolhe e une todo o amor que tem. Somos muito mais fortes do que imaginamos. E, pode até parecer “clichê”, mas a gente sempre leva um pedacinho uma da outra depois que se conecta.


A partir desses encontros transformadores, floresci e tomei mais consciência do Sagrado Feminino que habita em mim, e de toda a importância de exaltar e agradecer às minhas ancestrais por toda a trajetória e conquista delas, que me fizeram chegar até aqui. E poder, quem sabe, ser fonte de inspiração para outra mulher, só de ter essa possibilidade, já me sinto plena.


Muitos desses encontros me proporcionaram poderosas inspirações, conexões e amizades. Sabemos como o machismo nos fere todos os dias, quando uma de nós sofre, sofremos um pouco também, assim como, quando uma de nós comemora algo. Comemoramos juntas. Nossos momentos são regados a conversas, troca de experiências, dor e cura. Tudo isso, amadurece e ensina de forma enriquecedora. As mulheres têm seu próprio valor e não precisam estar associadas a um homem para serem reconhecidas ou validadas. Alguém discorda?


Todas nós temos o direito à autonomia física, sexual e intelectual. E, principalmente, de sermos tratadas com dignidade e empatia. De dizermos não e sermos ouvidas, atendidas e respeitadas, em vez de sermos coagidas ou ridicularizadas. De ouvir que um homem sabe mais sobre nossos direitos e deveres do que nós mesmas, ou que ele julgue o machismo como exagero de nossa parte e pense que tudo que fazemos é “mimimi”.


Mulheres não se tornam completas se tiverem um homem ao lado, mulheres são completas por si mesmas, inclusive, já nasceram. A luta do feminismo, que começou lá no século XIX, esboça muito essa força bruta que está nascendo e tomando formas todos os dias, ainda que esteja sendo um pouco desentendida por muitos. Não temos a pretensão de sermos maiores ou melhores, mas queremos, sim! Equidade de direitos.


Em novembro de 2019, tive a sorte de começar a escrever para o Blog Bendita Existência. Sou tão grata pela acolhida, força, aprendizado, união, amizade que recebo todos os dias, que é uma felicidade que nem cabe em mim. O Blog é uma força bruta que emana luz e aconchego, não só para nós, colunistas, que temos a oportunidade de escrever sobre o que nos toca, mas, também, para quem lê nossos textos, poemas, contos e causos, e se emociona, se identifica e sente o acolhimento que as palavras, saídas do coração, podem proporcionar.


É nítido, inclusive, o meu crescimento nestes 12 meses, quando pego o meu primeiro texto e vou seguindo a cronologia, observo meu amadurecimento, que tem tecido fios lindos na minha existência. Como também, inclusive, a maioria das pessoas fala, tenho uma característica de escrever mais para mulheres e sobre o feminino. Tanto que, uns dois ou três textos, falam sobre isso.


Acho incrível e vívida essa possibilidade que o transmutar nos traz. Autoconhecimento é mesmo um caminho desses cheios de vida, do qual a gente não sai perdendo. É que nem a música da Iza diz: “Dona de Mim”. Acho que essa música, ou, me permitindo à licença poética de chamar de poema, traduz muito o quanto, de uns tempos para cá, mesmo que vagarosamente, as mulheres têm se empoderado mais, e se permitido mais usar a voz. Claro que, muitas vezes, não é justo da forma que queremos e merecemos que seja. Mas, só de reconhecermos o nosso direito e o nosso espaço, já estamos em movimento.


Tenho a sorte de ser cercada por mulheres fortes, incríveis, lindas de alma, doces, inspiradoras e donas de si mesmas, que aprendem e ensinam. Aprendo e aprendi muito com todas elas, todos os dias...


Começando pelas minhas amadas avós, minhas grandes referências de luta e força; ambas tinham uma garra e uma leveza tão potentes, que, mesmo já não estando presentes fisicamente, deixaram um legado de amor, fé e muitos outros ensinamentos. Orgulho-me em ter um pedacinho delas aqui comigo. Agora, elas me benzem por onde eu for. Sou muito feliz e agradeço à vida pela oportunidade de compartilhar, aprender e viver ao lado de duas mulheres que me guiam. Gratidão vozinhas, saudades sempre!


Minha mãe que me ensinou valores primorosos sobre ser mulher, sobre tratar o outro, respeito, empatia e amor. Ensinou-me a ser forte, paciente e a crescer com as vicissitudes da vida (e como a gente cresce). Sou imensamente grata pela mãe que a vida me deu e por tudo que aprendi e aprendo com ela, todos os dias. Os maiores valores que temos, vêm de casa. Gratidão, mãezinha! Te amo muito!


Às minhas tias que foram um pouco mães quando foi necessário, que cuidaram e acolheram, quando foi preciso, afeto e cuidado. Sou feliz e grata por tudo que aprendi, por tudo o que compartilhamos, gratidão por tudo!


Às minhas primas mais que especiais, por tudo o que compartilhamos juntas. Pelas risadas na casa da vovó Clélia e vovó Helenita. Pelas alegrias, tristezas, filmes, brincadeiras, papel de carta, música, jogos, confidências... Como é lindo ver que, elas se tornaram mulheres incríveis. Algumas delas, eu carreguei no colo, outras cresceram comigo, e uma já não habita mais esse mundo. Gratidão e todo amor do mundo pra vocês!


A todas as minhas amigas, que não cabem aqui, mas sabem quem são. Pois, têm sido um esteio de luz e paz na minha vida, com o qual, sinceramente, não sei o que teria feito em momentos anteriores, nos quais usufrui de todo amor, afeto, companheirismo e tudo mais que solidificam a amizade que temos. Umas de muitos anos, outras, recém-chegadas. Mas, o que conta é a conexão, o coração, a alma que pra mim, foi um reencontro que tenho orgulho demais; gratidão, manas, minas, irmãs, amigas... Sem vocês... Caramba! Já to chorando aqui. Vocês são fodas, incríveis e me inspiram. Obrigada por somarem forças às minhas, quando eu já não tinha, obrigada pela acolhida, amor incondicional. É assim que a gente vê que sangue, em si, não diz muita coisa. Conexão de alma é reencontro! Amo vocês!


A minha cunhada, pela convivência, diálogos e aproximação no dia a dia. Sabemos bem pelas divergências que superamos para conseguirmos chegar ao nível de convivência que temos hoje. Foi aceitação, resignação e empatia. Aprendemos sempre e nos tornamos mais próximas com o passar dos tempos.


A minha incrível terapeuta, que me mostra outros caminhos, novas possibilidades. Encontros e reencontros comigo mesma, que me permitiram ressignificar dores e emanar amor próprio. Ainda estou em processo, mas reconheço todas as minhas colheitas.


A todas as meninas do Blog Bendita Existência, sem exceção. As que fazem parte do grupo e, as que precisaram se retirar por motivos pessoais. Todas nós compomos o blog, tem o nosso DNA em tudo. Sou a soma do que aprendo com vocês, a gente é tão conectada que nossos textos conversam sem a gente saber. É impressionante o tanto que os temas se assemelham e a gente só sabe disso no dia que o texto sai. O universo tem uma sincronicidade fodida em aproximar as pessoas certas. Tenho certeza de que temos um propósito. Gratidão a cada uma de vocês por me incentivar, motivar e acolher. Não somos apenas um grupo de escritoras de um blog, somos amigas que se unem sempre que é preciso. Vocês são sensacionais!


A todas as mulheres que não estão citadas aqui, mas que passaram pela minha vida e me ensinaram algo, tocaram o meu coração e me permitiram aprender. Para as que tenho contato e, as que não, o agradecimento é o mesmo.


Agradeço por ser mulher, mesmo diante de tanto machismo que me cerca e toda dificuldade que advém do mesmo. Agradeço por me permitir transmutar e aprender. Ser mulher é foda!


A gente é muito mais forte do que pensa e aprende muito uma com a outra. Que a gente se impulsiona e se inspira. Que a mulher que eu sou hoje, abra espaço para a que eu venho me tornado todos os dias. Que todas, desde criança, sejam acolhidas, respeitadas e contempladas. Que possamos, cada vez mais, sermos uma versão melhor de nós mesmas. Para aprender, florescer, transmutar e viver...

Dedico a todas vocês esse texto.




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