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  • Carla Kirilos

O VALOR DA VIDA


Ah, como pensei se deveria ou não escrever sobre este tema. Mas não adianta, quando um assunto martela dentro de nós e, por acaso, temos a oportunidade de nos expressar sobre ele, não há como ficar calada não é mesmo? Assim, vou aproveitar a coluna do mês de Abril para comentar com vocês sobre o tema VIDA.


Pode até parecer paradoxo, já que vivemos um mês de março no Brasil considerado o mais letal (que se refere a morte ou o que a acarreta) de todos os tempos, no entanto, foi exatamente por causa disso que a palavra VIDA está pulsando dentro de mim.


Saint-Exupêry escreveu que “Apesar da vida humana não ter preço, agimos sempre como se certas coisas superassem o valor da vida humana”. No entanto, basta uma pequena reflexão para entendermos que nada tem mais valor na vida que a própria vida. Com todos os seus contratempos, com todas as suas mazelas, a vida ainda é o nosso maior bem.


Não é só porque mais de 4.000 mil pessoas têm morrido diariamente de Covid-19 no Brasil que estou agoniada. Isto, por si só, já é motivo de angústia e inconformismo. Já nos dá mais de mil razões para sermos ainda mais cuidadosos com a nossa vida e com a dos outros. Sim, a vida de outras pessoas, sejam elas próximas ou não a nós, tem a mesma importância que a nossa. Todo inimigo é perigoso! E os que estão ocultos são ainda mais. Portanto, "estejam sempre atentos e orem para que vocês possam escapar de tudo o que está para acontecer, e estar de pé de diante do filho do homem"(Lucas 21:36)


No entanto, em março, o meu coração chorou, muito sentido, foi pelo menino Henry Borel. Mais uma criança inocente vítima da maldade humana. No início, falei para mim mesma que não queria conhecer detalhes da história. Confesso que já há algum tempo, cheguei ao meu limite para absorver notícias ruins, entretanto, ouvindo um ou outro fato da história contada pelos responsáveis do menino, achava tudo inverossímil, e meu coração apertava e doía.


E, eis que ontem, ao saber sobre a prisão dessas pessoas, me rendi e fui procurar conhecer em detalhes as circunstâncias da morte do menininho. E, então, compreendi porque a temática sobre o valor da vida está tão latejante na minha alma.


Henry, aos 4 anos, estava florescendo. Estava cheio de vida, mas era atormentado por um tal de “tio Jairinho”, como foi induzido a chamá-lo. Ele foi barbarizado até morrer. E, o pior de tudo é que a mãe dizia que os choros e reações da criança eram birra, parecendo preocupar-se mais com o companheiro do que com o próprio filho. Maiores detalhes sobre esta sórdida história podem ser conhecidos através da mídia, pois não quero aqui emitir juízo.


Diz Augusto Cury: “Não duvide do valor da vida, da paz, do amor, do prazer de viver, em fim, de tudo que faz a vida florescer. Mas duvide de tudo que a compromete. Duvide do controle que a miséria, ansiedade, egoísmo, intolerância e irritabilidade exercem sobre você.” E eis que inimigos ocultos estão presentes outra vez. Sim ou não?


E qual será então o valor da vida? Alguma vez você já pensou que a vida não pode ser simplesmente viver um dia após o outro? A vida é muito mais do que isso! Ela é sagrada e inviolável em todas as suas fases e situações. A vida humana tem em si mesma um valor inestimável, é sempre um bem, mas, infelizmente, a maioria das pessoas não consegue reconhecê-lo. E por quê? Porque não reconhecem a vida como um dom de Deus. Muitas pessoas afirmam que são “donas” de sua própria vida, portanto, podem fazer dela o que quiserem. Não raramente o homem se apossa da liberdade que Deus deu a ele para fazer da vida, independente de Deus, o que deseja. E, por isto, até se acham no direito de matar um ser inocente e indefeso. Quanta crueldade! Mas também, quanta tristeza!


Ainda creio que há sim jeito para a humanidade. Busco em Deus força para acreditar nisso. E me reconforto no Salmo 34, versos 12 a 14 que afirma: “Quem de vocês quer amar a vida e deseja ver dias felizes? Guarde a sua língua do mal e os seus lábios da falsidade. Afaste-se do mal e faça o bem; busque a paz com perseverança.” (Salmos 34:12-14) Que possamos viver em paz e com paz.



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