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  • Mariana Veloso

NOSSA VOZ


O mês de março é conhecido mundialmente por comemorar uma data muito importante; o dia internacional da mulher. Bom, de certa forma, sabemos bem que todos os dias são nossos, mas somos gratas por podermos ter um dia único e exclusivo dedicado a todas nós que somamos cerca de 51,8% da população mundial.


A história do dia 08 de março celebra as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres ao longo dos anos. Segundo dados históricos, o primeiro dia da Mulher foi celebrado nos Estados Unidos em maio de 1908. Mas, o registro só foi realizado em 1917 (durante a primeira guerra mundial) com as manifestações das mulheres russas por melhores condições de trabalho. Até então, era uma data para comemorar a vitória das mulheres trabalhadoras, que estavam na época, exigindo melhores condições no mercado de trabalho. Somente em 1975, a ONU decretou que seria uma comemoração destinada a todas as mulheres.


Paralelo a essas conquistas e comemorações, surge o movimento Feminista. Segundo suposições, pois não existe um registro que trata especificamente disso, a primeira onda feminista surgiu antes, lá no final do século XIX e avançou pelo século XX. Neste contexto, as mulheres já iniciaram a luta pela igualdade de direitos.


Já a segunda onda foi uma continuidade desta, onde, exatamente, celebramos o dia Internacional da Mulher. A segunda onda, iniciou-se em 1960 onde as mulheres ganharam espaço. Esse segundo movimento durou até 1980. Já nós, que estamos em 2021 podemos nos considerar na terceira onda feminista.


São algumas conquistas do Movimento Feminista:

· Direito de estudar em 1927;

· Direito ao voto em 1932;

· Liberdade sexual 1960;

· Direito de trabalhar sem a autorização do marido 1962;

· Lei Maria da Penha 2006;

· Lei do feminicídio 2015;


Além da luta por direitos específicos, o Movimento Feminista também abre espaço para que as Mulheres possam questionar e discutir situações relacionadas às suas vidas. Isso acontece, para abrir um diálogo preciso sobre questões que a sociedade não quer enxergar por preconceito. Um exemplo, são as mulheres trans e lésbicas, que muitas vezes, são as que mais estão dentre as estatísticas de agressões e, infelizmente, do feminicídio.


Existem mulheres de todas as formas espalhadas por aí, mulheres sem útero, mulheres que não nasceram em um corpo de mulher, mas que se reconhecem como tal, mulheres que amam outras mulheres. Somos, negras, brancas, pardas, amarelas, coloridas, floridas, mães, tias, avós, irmãs, esposas, amigas, namoradas, parceiras, e batalhamos todos os dias pelo direito de SER.


Todas as pessoas precisam de uma mulher para vir ao mundo, somos o portal e, até o momento, a natureza divina não fez nada tão perfeito quanto isso. Não há nada que nos defina e que nos limite. Somos nosso próprio lar.


As pessoas que me conhecem de forma mais próxima, sabem do meu posicionamento feminista. Alguns dos meus textos até revelam isso. De fato, tento demonstrar através deles toda a indignação que sinto em relação ao machismo. Não estamos em busca de uma supremacia, pois isso seria uma utopia, e nem temos essa pretensão. O que desejamos, é a IGUALDADE.


Nós, como Mulheres, sabemos bem que a luta está só começando. Todos os dias, milhares de nós são agredidas, assediadas, violentadas, estupradas e mortas. O índice de feminicídio cresce todos os dias e, as estatísticas são em minutos. Ou seja, só enquanto você está lendo este texto, muitas de nós está sofrendo de alguma forma.


Que possamos, cada vez mais, unir forças, dar as mãos e impulsionar uma a outra. Pois, é assim que seguimos. É assim que ganhamos voz. É assim que a sororidade ganha força.


Nenhuma a menos. Esse é o lema!


Dedico a todas as mulheres que me rodeiam, tenho um pedacinho de cada uma de vocês aqui. Gratidão.







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