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  • Isa Mota

MINAS, VISTA DE UM BELO HORIZONTE


Alguém já me dizia... “Mineiro não perde o trem”, mas nós partimos sem pressa.

Se perdêssemos o trem, viria outro.

Só não perderíamos o trem da história, da memória, do som da natureza, mãe acolhedora. O pôr do sol a iluminar o fim de tarde brilhante.

Da tradição do frango com quiabo fervendo, num fogão a lenha, o churrasquinho exalando seu cheiro pela vizinhança. O pão de queijo com linguiça. A geladeira cheinha de “criptonita” bem gelada. Muito falatório, muitos sorrisos.

Em Minas retrata-se o aconchego, hospitalidade, tranquilidade.

Ainda se contam causos, se avistam casarões, lagoas, e canarinhos vindo à porta, sem nenhuma preocupação com os moradores.

A pescaria sem sucesso, até o último dia.

No finalmente veio o peixe, para alegria de todos.

Fiquei imaginando quantos segredos guardados naquela casa simples.

Sem televisão, sem celular, só a presença dos amigos oferecendo o amor incondicional.

Mineiro, quando é amigo, é dos “bão” mesmo, “uai”!

Tudo isso nos leva a pensar...

Tudo tão perto e não percebemos o quanto somos presenteados pelo criador.

Precisamos apanhar o trem da conscientização, da preservação das águas, das matas, das pessoas que amamos.

Para que nosso tesouro natural e espiritual não se vá em vagões, sem volta.

“...ai, ai meu Deus do céu, tão cavoucando o pé do morro do chapéu”.



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