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  • Mariana Veloso

MEMÓRIAS AFETIVAS: UM PASSEIO NA INFÂNCIA


Outro dia, comecei a me lembrar da infância que meu irmão e eu tivemos compartilhada com as nossas primas e primos, na casa dos nossos avós aqui em BH, e em João Monlevade. Se a casa da Rua Angustura, n 324 e Juscelino Kubitscheckn, n 139, que inclusive, têm números primos, pudessem falar, certamente, teriam boas histórias para contar. Histórias de aventuras, brincadeiras, risadas, chup-chup, brigas, choro, descobertas, silêncio na hora do jornal e da novela, sopa da Vera, risadas da Lourdes, bolo de chocolate, lanche da tarde, mesa farta e por aí vai... Histórias não muito diferentes das pessoas que conhecemos e que tiveram a oportunidade de dividir a infância/adolescência com os primos. Quem aí não tem “causos” para contar?


Que saudade pungente que me deu! Dessas que, quando a gente fecha o olho, consegue ver a(s) vovó(s) sentada, vendo TV, bordando ou tricotando, e pode observar de longe o(s) vovô(s), já deitado de pijama, mesmo sendo de dia, mas o peso das dores o(s) limitava(m). Engraçado, como, mesmo sendo famílias diferentes, as semelhanças eram imensas. Consigo, inclusive, sentir aquele cheiro bom do café, o afago do(s) colo(s) que era o melhor de todos, o conselho, o cuidado e o amor.


Durante as brincadeiras, banho de mangueira, piadas soltas no quintal, a gente sempre tentava aproveitar o máximo que podia. Já parou para pensar, que alguns desses momentos foram vividos uma única vez? E, mesmo assim, deixaram recordação imensa nos nossos corações. Na verdade, a gente nunca sabe que será a última vez, até sentir essa saudade e nostalgia.


Por isso, é tão importante aproveitar os momentos de união, pois eles possibilitam tantas recordações, e nos deixam com uma saudade gostosa e a certeza de que a felicidade é a soma de bons momentos. Desses, em que a gente solta uma risada no meio da tarde, porque se lembrou de algo engraçado, ou deixa a saudade falar mais alto, e pode até chorar por alguém que já se foi.


O bom é que, de alguns desses momentos, temos fotos ou vídeos, que nos dão a oportunidade de revisitar o passado e recordar com carinho tudo àquilo que foi especial. Férias nas casas das avós, almoços dominicais, tardes e finais de semana regados à boa comida, sempre feita com muito carinho e amor pelas nossas matriarcas.


No quesito convivência com os primos, meu irmão e eu, soubemos bem aproveitar. Temos muito que contar, e hoje em dia, quando temos a oportunidade rara de nos reunir, algumas lembranças vêm à mente, de forma imediata. São quinze primos ao todo, divididos entre família Materna e Paterna. Tenho primo espalhado por tudo que é canto desse Mundo: Minas Gerais, Espírito Santo, Europa e Estados Unidos... E, apesar da não convivência atual, devido às atribulações do dia a dia, responsabilidades da vida adulta, família e etc... Torcemos e vibramos um pelo outro, para que todos sejam felizes naquilo que desejam. Tenho também, infelizmente, uma prima muito querida que já não esta aqui entre nós. Sua saudade é presença constante.


Hoje em dia, a grande maioria já está estudando, fazendo estágio, trabalhando no que gosta. Já é casado, é pai/mãe ou vai ser logo, logo. Tem quem não quer ter filho ou está esperado o momento certo. O fato é, que cada um está seguindo o próprio caminho e fazendo o melhor que pode para alcançar seus objetivos e sonhos. Tenho certeza, de que nossos avós, de onde estiverem, nos abençoam, nos benzem e estão felizes pelo legado que deixaram.


Minhas queridas e meus queridos, desejo que cada um de vocês possa, cada vez mais, caminhar na trilha que faz o coração pulsar, sonhos realizados, projetos alcançados. Que seus caminhos sejam tecidos pelos mesmos fios e pelas mesmas mãos que os seus sonhos. Sejam felizes, se amem, compreendam os seus processos e aceitem com amor as vicissitudes da vida, elas vêm para nos ensinar.


Desejo tudo que há de melhor, SEMPRE, e com todo o meu coração.

Carinhosamente,

Mari / Nana.



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