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  • Cláudia Cardoso

LUDICIDADE: BRINCAR É BOM E NÃO TEM IDADE.


Você sabia que brincar é bom e não tem idade? Então, neste texto venho contar um pouco da minha escolha, falar como a ludicidade entrou na minha vida e, aos poucos, vai construindo um pouco mais da minha história.


Quando surgiu a oportunidade de estudar e fazer o curso de pedagogia, em meus pensamentos, havia um desejo grande de fazer diferença na educação, contribuir de alguma maneira significativa para esse universo. Nunca quis ir para uma sala de aula, apesar de ser apaixonada pela educação, acreditava que a minha forma de levar o aprender estavam além daquelas paredes. Percebi que poderia dar o meu melhor para a educação de outra maneira.


Foi quando resolvi empreender, criando um método inovador de ensinar. Eu queria agregar ao meu trabalho uma ferramenta muito valiosa, algo que fosse transformador na vida de muitas crianças e, consequentemente, em minha vida. Vi na LUDICIDADE, uma forma de trabalhar a educação valorizando o que cada ser tem de melhor, a criatividade, imaginação e fantasia. O lúdico é uma ferramenta valiosíssima dentro da educação, e tem o poder de atingir qualquer idade, despertando a criança que existe dentro de cada um.


A ludicidade proporciona ao ser humano a construção do seu desenvolvimento pessoal, colabora com a saúde física, social e mental. O biólogo Piaget (1971) ressalta que o desenvolvimento da criança acontece através do lúdico, ela precisa brincar para crescer.


Com este pensamento, compreendemos a importância da ludicidade e o quanto ela impacta em nosso desenvolvimento, também como adultos. Ela nos proporciona um grau de satisfação que nos conecta à nossa criança interior, o que, certamente, nos traz uma sensação concreta de felicidade. Por isso, brincar é tão bom, não tem idade, nem hora e nem tempo para nos expressar e expressar nossos sentimentos diante da vida.


Quando decidi que iria ser uma recreadora infantil, já tinha meus quarenta anos. Pensei, a principio, que não seria fácil, afinal, para lidar com diversas brincadeiras em eventos, levando a proposta da educação, é preciso muita energia, criatividade e disposição.


No entanto, a recreação se tornou uma fonte de energia, onde eu me redescobri como pessoa, capaz de dar o meu melhor naquilo que eu havia proposto enquanto educadora. Não tenho dúvidas de que seja o melhor caminho, para eu desenvolver a minha profissão, educando de forma leve e saudável através do brincar, das oficinas e jogos educativos. Foi por este caminho que entendi que, para brincar, viver a ludicidade, basta ter AMOR E GRATIDÃO, por tudo. Isso eu tenho com certeza!


Finalizo com esta mensagem do nosso querido Paulo Freire: “Que ensinar não é transferir conhecimentos, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção” (2001, p. 52).




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