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  • Mary Souza

LIVROEI-ME


Hoje, me lembrei da fase do jardim da infância. O jardim não era como os grandes centros pedagógicos de hoje em dia. O lugar era simples, ambiente bem familiar. O Jardim da Tia Cleusa era num bairro simples, muitas crianças. Na verdade, o jardim era na casa dela. O apoio era feito por sua família que, inclusive, foi basicamente a primeira referência de família que tive, pois ficava lá em tempo integral, porque meus pais trabalhavam o dia todo. Lá, eu tomava café da manhã, fazia atividades escolares, almoçava, brincávamos muito. Ela contava as histórias, e eu ficava encantada como ela fazia aquilo ficar de forma tão bonita e clara.


Com ela, aprendi a ler aos seis anos. Lá tinha muitos patos e galinhas, e ela usava muito isso para nos ensinar matemática. As histórias sempre eram relacionadas às galinhas e patos.


Ao iniciar a vida escolar em uma escola, a biblioteca se tornou meu canto preferido, eu era uma menina tímida, me relacionava mais com os livros, do que com as outras crianças. Eu amava fazer redações e leituras. Tinha uma amiga que também gostava muito de ler e escrever, estudamos juntas por muitos anos. Fazíamos versos, textos e poesias, cadernos de poesias, colecionávamos papéis de carta... Bons tempos, que geram hoje uma lembrança linda!

Li todos os livros da coleção vaga-lume na adolescência. Lembro-me de que, certa vez, tinha trabalho de um livro para fazer, foi meu primeiro livro comprado: Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach. Com ele, aprendi algo que carreguei para a vida: Que não existem limites, que não há voo mais divino que o da alma. Creio que implantei aquelas palavras em mim na infância e me acompanham até hoje.


Perdi a conta dos livros lidos nesses 40 anos, livroei-me na vida.



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