• Leidyanne Fernandes

GENTE QUE SENTE COMO A GENTE


Foi numa tarde de sol que conheci Ana Reis. Eu estava de barrigão com a minha filha no forninho. Ela tinha um laço no cabelo. Percebi ser alguém diferente assim como a minha doula, a Ana Gabi. As duas vieram com cheiro de hortelã, canela, especiarias. Vi que eram especiais.


Quem sente como a gente, a gente percebe. As duas eram afago. Mas, a Ana Reis, eu ainda não conhecia, e consegui ficar à vontade. Tem pessoas que vêm, rapidinho, e que, tão de repente, conquistam a gente, parece que já havíamos nos encontrado antes!


Nós conversamos sobre tantas coisas: sobre árvores, sobre como o sol entrava por entre as janelas, as flores que mais gostávamos. Teve pão de queijo e um chá de canela com chocolate que espalhou um cheiro agradável pela casa... Era uma tarde tão linda! Que saudade! Da barriga, das conversas, do amor daquelas anjas doulas que eu encontrei em um momento tão importante.


O escalda pés, o cheiro, o abraço, o carinho, a fala doce, o apoio, o olhar de mulheres incríveis, que param no tempo assistindo partos, o arrebentar de uma vida. Vocês são incríveis! Quanta ternura, carregam! Muitas vezes, nas salas frias de hospitais, são vocês que aquecem os corações aflitos de quem tanto espera um encontro. Essas Anas roubaram uma parte do meu coração, levaram com elas, e por onde eu for, levo um pouco delas.


Seria a parcela de brandura, bondade, que ainda existem em algumas poucas pessoas no mundo. Essa imagem reflete, não eu e a Gabi somente, mas o olhar tênue da Ana Reis, que eternizou esse momento tão especial. Eu queria poder eternizar em palavras para ela o quanto ela é luz nesse mundo. Certo dia, Ana Reis me disse: "Vi que você gosta de escrever, gostaria de fazer parte do Blog "Bendita Existência"?", e hoje, estou aqui, escrevendo sobre ela, sobre pessoas que marcam, registram, sentem, percebem o que há de importante no outro, nas preferências de um ser. É Anas, parece que assistir nascimentos nos ensinam muito! Muito sobre o milagre da vida, dos encontros, das oportunidades, dos momentos. Obrigada pela humildade de compartilhar esses ensinamentos comigo em uma tarde de sol com cheiro de canela e alecrim.


Hoje, eternizo aqui, em palavras, o que vocês eternizaram em mim. Obrigada Rúbia, idealizadora do Blog por permitir encontros em tardes de sol, por ser também alguém que sente como a gente, e por atrair mulheres assim. Parabéns pelo terno eternizar de todas as mulheres que por aqui transbordam.










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