• Isa Mota

“QUEM SABE, FAZ A HORA”


Dedicada a todas as Marias, Cristinas, Joanas, Jenniffers, Jéssicas, Claras, Teresas... Adolescentes das escolas por onde passei.


—Professora! Professora! Entra a aluna esbaforida pela sala.

—O que aconteceu para você estar tão ansiosa e com esses olhos grandes, lindos arregalados? —Fale devagar e com calma, ok?


Ela se acalma e começa a contar...


A menina loira, de cabelos caracóis e olhos azuis brilhantes acordou decidida.


Entrou no chuveiro, rapidamente, deixou os cabelos molhados realçando mais sua beleza, partiu rumo a sua cidade natal. Era seu aniversário e estava buscando o aconchego dos seus. Afinal, há quatro anos gostava de um garoto e ainda não abrira o coração para um novo amor. Restava o carinho dos irmãos e cunhadas.


Chegando ao sítio do irmão, deparou-se com uma recepção calorosa, e também, com convidados que não conhecia. Tudo corria muito bem, todos alegres, muita bebida, churrasco e sorrisos. Uma bela comemoração. Estava feliz pela escolha de passar o aniversário com os familiares.


De repente seus olhos cruzaram com um moço de olhar penetrante e voz de causar arrepios em qualquer mulher. A menina de caracóis loiros se rendeu aos encantos do rapaz.


Os dois se olharam. Ela só pensava naquela voz sussurrando em seu ouvido, palavras doces que há tempos não ouvia. Ele, em se enroscar nos seus loiros caracóis.


No sábado saíram todos para um restaurante. Irmão, cunhada, gato, cachorro papagaio e os dois. O galã da voz de veludo e a menina dos loiros caracóis. Após o jantar, ele se ofereceu para levá-la em casa, que aceitou prontamente.


Começa ali a descoberta de uma menina-mulher que acreditava que estivesse totalmente fechada para os prazeres da vida. Até então, a primeira paixão ainda ardia em seu peito.


Marcaram encontro para o domingo. Estavam ansiosos para se conhecerem melhor.


Dez horas, pontualidade britânica. Estacionado na porta da casa, pega o telefone e liga.


—Bom dia! Como está? Dormiu bem?

—Sim! Ela responde tentando disfarçar a ansiedade. Afinal, não quer demonstrar que está muito interessada.

—Está pronta?

—Quase!

—Já estou na sua porta.


Ela se veste rapidamente, apanha a chave e vai até o carro. O coração acelerado, mas tentando manter o autocontrole.


Entra no carro. Sem que ela tivesse tempo para pensar, ele a beija.


A menina de loiros caracóis se entrega àquele momento de carinho e prazer. Após o beijo, já se sentem mais à vontade e tudo fica mais leve.


Os novos amantes se deleitam de um dia maravilhoso! Entre risos, carinhos e beijos, se encaminham até o motel na entrada da cidade.


Ela meio sem jeito, aceita. Entram e entre carícias e afagos vão se entregando… Peça por peça se despem, mais abraços, beijos e amassos, o clima esquenta. Ele já suado e ofegante, escorrega levemente a mão até a cintura para retirar a calcinha. Nesse momento, como se ela passasse do paraíso ao inferno, solta o grito e diz: ̶ Nãooooooo!


Não estou preparada. Ele como um gentleman, recua imediatamente.


Ainda suando em bicas a leva para casa sem dizer uma palavra.


Nesse momento, os dois pensam em concluir o caso mal resolvido.


—Professora! Me lembrei dos seus conselhos.


—Por favor!


—NÃO COMENTA NADA COM MINHA MÃE!


—ELA VAI ME MATAR SE SOUBER!


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