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  • Flávia Carvalho

BENDITA EXISTÊNCIA


Quando olho pra trás, vejo quanta coisa aconteceu.

Foram tantos aprendizados, tantas oportunidades de voltar para o EU.

O desejo para o ano que ia começar era o amor puro experimentar,

Aquela sensação gostosa que faz tudo mais bonito ficar.


Meu compromisso, então, foi a esse sentimento me lançar.

Como uma semente que confia que a terra em que escolheu morar,

Dar-lhe-ia o sustento necessário para conseguir brotar.

Amar, amar, amar! Sem muito pensar no que isso poderia resultar.


O empenho que eu deveria ter,

foi o tempo que me ensinou como fazer.

Dedicação e entrega foram os primeiros passos.

Decisão e força de vontade me fizeram permanecer no compasso.


Em tantas terras me aventurei penetrar.

E nutrição encontrei em todas, mesmo quando nem sabia que queria me alimentar.

Em algumas delas, o desejo era lá permanecer.

Era tanto aconchego que queria ali uma vida inteira tecer.


Em outras, a sabedoria da escuridão me ensinou a confiar.

Mal sabia como ali iria me encaixar,

Mas o impulso da coragem me fez de ali desviar, em acolá esbarrar

Até conseguir um espaço pra minhas raízes aprofundar.


Foi lindo perceber que o que se intenciona nascer

tem tamanha força que pode qualquer coisa mover.

Talvez porque o sonho vindo diretamente do coração

Já é realidade em alguma outra dimensão.

E quando fechamos os olhos e começamos a sorrir,

A imaginação viaja e traz a magia para o agora, para o aqui.


A abundância é algo radial e meu caminhar nessa mandala da vida tem sido em espiral.

Possivelmente um despertar inaugural. Em cada curva uma cura, algo bem especial.

Neste ano que ao fim chega, me emocionei com palavras, olhares, encontros e lugares.

Chorei, sorri, me decepcionei, aprendi e muito me surpreendi.

Encontrei no outro o brilho mais reflexivo que já vi.

Um espelho, um déjà-vu.


Foi então que percebi que com a partilha posso me redescobrir.

Sim! O caminho é único e singular,

mas é na companhia de outros que consigo mais longe chegar.

São eles a lenha que fazem meu fogo se suster,

E se tenho a clareza que sou chama viva a crescer,

Desse meu poder de luz não posso nunca me esquecer.


Fogo que aquece o corpo, ilumina a mente e movimenta a alma.

Uma euforia que acalma.

E é nesse bailar que me aquece que sigo a me entregar.

Com a ajuda do ar, esta brasa não há de apagar.

Quero mesmo é esse calor espalhar,

E sentir cada vez mais intensa a alegria de pela minha verdade me apaixonar.


E sempre que chega a hora de nas águas me purificar,

Confio com a tranquilidade de quem aprendeu a se banhar.

O medo já não ocupa o lugar do amar,

Pois decidi que quero mesmo é fluir e experimentar.

Viver com presença essa fugaz impermanência

E agradecer todos os dias esta minha Bendita Existência!












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