• Ana Reis

ANO NOVO, VIDA NOVA? OU VIDA NOVA, A UM SER NOVO?


A chegada do ano novo trás para a maioria das pessoas o imaginário cultural e o hábito de pensar e vivenciar uma grande renovação, em muitos casos, uma revolução! Uma nova possibilidade de resgatar esse grande despertar, seja da consciência corporal, física, ou emocional em busca de algo maior. Mas, assim como a virada, os dias são de novas possibilidades, renovação e, às vezes, dá lugar à procrastinação, os planos e desejos desse novo ano vão para a gaveta, e muitas vezes essa nova oportunidade se arrasta por todo ano.


Quando tudo fica difícil, é mais atrativo pensar que aí virá um novo ano com novas possibilidades, mas, sequer nos damos conta de quanta coisa ainda está aqui, diariamente, com grandes oportunidades.


Não é para desmotivar, é para gerar a inquietação necessária, e avaliar o quanto as fugas nos limitam de absorver todo aprendizado diante da dificuldade, do caos externo e íntimo. Claro que vou dizer do quanto o coronavírus afetou das mais diversas formas a todos, quero dizer, a quem se propôs crescer diante de tantas ausências. De alimentos, de afeto, de trabalho, da perda de pessoas queridas, de sanidade, de respeitar o isolamento para se proteger e proteger os demais, sejam eles, anônimos, ou pessoas queridas!


Por isso, os mais diversos questionamentos são as grandes chaves para esse encontro ou reencontro consigo mesma. E, só com essas simples perguntas, você pode mudar a forma de se ver e se sentir no mundo!


*QUEM É VOCÊ?


*QUAIS AS REAIS NECESSIDADES DO SEU SER?


*QUAIS OS SEUS SONHOS DE INFÂNCIA?


*QUAL O SENTIDO DA SUA VIDA?


*O QUE VOCÊ PRECISA ATINGIR, OU O QUE DEVE DESCARTAR, PARA CONSEGUIR O BEM ESTAR AUTÊNTICO E VIVER UMA EXISTÊNCIA PLENA DE SIGNIFICADOS?

Quando ouvi essas perguntas pela primeira vez, ao final de uma meditação com o grande mestre Tadashi, foi como se abrisse um grande portal, mas, nada daqueles portais bonitos, floridos, com música ao fundo. Foi aquele grande turbilhão, para pensar desde coisas simples do dia a dia às mais impactantes. Mas, me senti normal ao ouvir do mestre que refletiu por anos para conseguir entender a primeira pergunta e sentir sobre quem ele realmente era.


Como pensar nos seus desejos mais íntimos e no impacto das interferências externas, o aprendizado instintivo, ou seria somente uma reprodução de comportamentos familiares, de amigos, religiosos, da cultura em geral. E a pergunta que não quer calar: Afinal, quem é você? Quando essa pergunta é direcionada a alguém, a maioria das pessoas já começa a dizer da profissão, dos gostos culinários, do que gosta de fazer no tempo livre, mas, a pergunta vai muito além disso, é sobre retirar todas as cascas, revelar-se. É sobre o grande despertar, sobre a real percepção de si, a verdade essencial!


Diante dessa entrega para refletir sobre as questões acima, geralmente surge um leque com grandes respostas limitadas, ou melhor, padronizadas, envolvendo gênero, seus afazeres, sua profissão, de quem você é filho, com quem você se relaciona, suas características físicas, uma identificação superficial diante da amplitude do que você representa para você e para o mundo! Somente você saberá essa resposta, sem pensar no julgamento alheio, no que te toca, seu melhor que toca o outro e nas expectativas que você construiu. E nesse intenso revelar-se, essa potência, muitas vezes, só se encontra encoberta por uma grande penumbra do grande desconhecido.










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