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  • Suellen Mossi

A CORAGEM DE SE PERMITIR


Quantas vezes, ao longo da vida, colocamos obstáculos nas coisas que queremos fazer, por medo de sermos criticados?


Sempre fui dura comigo sobre o que queria fazer, planejamentos necessários e pré-julgamentos em relação a tudo, mas, ao longo do amadurecimento proporcionado pela idade, fui me dando permissões que antes vinham apenas em forma de desejo.


E escrever foi uma delas.


Sempre tive a escrita como ferramenta para organização e desabafo, desde aqueles diários da juventude até agendas para anotar compromissos. Sim, até hoje, não consegui me render a esse tipo de tecnologia, e todo ano sigo comprando agendas para anotações.


Também prefiro livros físicos. Acredito que eles dão um tom especial, com suas texturas e cheiros, deixando a imaginação mais consistente.


No entanto, deixando meus devaneios de lado, e falemos sobre a escrita.


Vejo a escrita com o mesmo atributo da fala, é através das palavras que podemos nos expressar uns para os outros, colocar para fora tudo aquilo que pode, um dia, nos engasgar. Não é à toa que sou psicóloga, pois acredito demais no poder da palavra, e sei o quão adoecedor é para quem não consegue dizer o que sente.


Hoje em dia, escrevo para ter entendimento dos casos dos meus pacientes, escrevo poemas e contos sobre coisas que acontecem na vida cotidiana, compartilho ideias com o intuito de provocar mudanças ou pensamentos, e coloco em um diário pessoal, sentimentos que preciso elaborar.


Neste momento, estou colocando outro desejo há muito tempo guardado, que é poder compartilhar um pouco do que sei e sinto, com um grupo específico de mulheres incríveis e, também, com os caros leitores desse blog.


Então, retorno ao título do texto, pois precisamos ter coragem para nos permitir fazer coisas diferentes que são, ao mesmo tempo, assustadoras, mas incríveis.


Qualquer coisa nova que nos dispomos a fazer causa medo, pois, é o lado desconhecido do desejo que foi por muito tempo reprimido. Não tem problema sentir receio, ir devagar, se expor aos poucos, conforme nossa mente e corpo permitem, o importante é tentar.


E tentar nunca é fácil, já que sempre temos a impressão de que somos obrigados a nos sairmos muito bem, mesmo em algo que nunca fizemos. Entendem a controvérsia da situação?


Sempre digo que não somos obrigados a nada, e não somos mesmo. Colocamo-nos em situações em que precisamos fazer algo a respeito, mas obrigação mesmo, nós que alimentamos essa ideia.


Tendo como base esse desejo, finalmente realizado, a oportunidade de poder espalhar palavras para pessoas que talvez precisem escutar (ou ler), só tenho a dizer: se permitam!


Dançar, correr, pular, gritar, adotar um gato, falar com o pretendente desconhecido, rir de alguma bobagem, comer algo gostoso, planejar uma viagem (pós pandemia) ou, simplesmente, pensar no assunto.


Se permitam!


Vocês não sabem as mudanças que essa permissão pode produzir!


Uma representação de um abraço apertado, e obrigada por lerem, até aqui, o início da minha aventura com todos vocês.




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