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  • Mariana Veloso

O QUE PRECISAMOS APRENDER COM A COVID-19?


Eu já estava com um texto quase pronto, falaria sobre o feminismo e toda a sua representatividade. Quando, assim como você, fui atropelada por tudo isso que estamos enfrentando. Dessa forma, acho fundamental trazer à tona um diálogo a respeito desse nosso inimigo invisível: O CORONAVÍRUS. E, sobre o que na minha singela opinião, tudo o que podemos aprender com ele.


Quando surgiu o primeiro caso lá na China, ainda no final de 2019, a maioria de nós deve ter pensado: “Ah! Mas, é lááá na China. Do outro lado do Mundo, não deve chegar aqui...”. Pois bem, ele se alastrou de uma forma veloz, e chegou aqui, do lado de cá do Mundo.

Segundo o Ministério da Saúde, no dia vinte e seis de fevereiro foi diagnosticado o primeiro caso de Coronavirus aqui no Brasil. Apesar de preocupante, o alarde não foi tão grande, pois poderia ser algo a ser controlado. No entanto, observamos que não foi bem assim. A partir do dia treze de março, um novo cenário se apresenta em nosso país: O isolamento social.


Desde então, estamos aprendendo a lidar com uma nova realidade. A medida tem como objetivo a proteção. Se eu não saio de casa, não corro o risco de contrair o vírus e, sucessivamente, não contamino as pessoas à minha volta. Para isso, se faz necessário, e urgente, que os comércios que não são serviços essenciais, escolas, repartições públicas e empresas em geral, fechem as portas. É preciso conter o inimigo. Está instaurada a nova forma de trabalho: O Home Office.


Feito! Há cerca de duas semanas, boa parte da população, está em casa. De volta ao lar. Ou, como a música diz: “De volta ao aconchego”. Para muitos, uma boa oportunidade de ficar mais perto da família, já em outros casos, não foi tão bom assim.


É que algumas famílias têm uma dinâmica mais estruturada, onde os papéis são bem definidos e os espaços de cada um dentro do seio familiar, são respeitados. Há lugar para o diálogo. O amor, a empatia e o respeito são os pilares que sustentam a(s) relação(es). Sendo assim, o convívio é positivo. No entanto, existem famílias que possuem problemas de relacionamento. Não é que falte amor, mas existe certa dificuldade de lidar com as diferenças, pois há uma projeção de expectativas, além de falta de diálogo. E, por isso, passar vinte e quatro horas “debaixo do mesmo teto” pode ser sufocante.


Talvez, esse seja um momento a se aproveitar no sentido de ouvirmos mais as pessoas que estão a nossa volta e, que na correria do dia a dia, não damos a devida atenção. Dedicar um tempo para o diálogo, usar o dom da palavra e permitir o espaço pra alguma brincadeira, pra ver filme, escutar música ou pra não fazer nada. Para se conectar aos nossos, que são as pessoas mais importantes da nossa vida.


É entender que cada um de nós tem a sua unicidade e, por isso, precisamos respeitar e emanar amor para quem quer que seja. É perguntar do que o outro gosta e interagir, abraçar e dizer EU TE AMO. Tantas vezes a gente se pega pensando no porque não fez algo tão simples. A vida está nos convocando para voltarmos para os nossos lares, em seu sentido mais genuíno.


É emanar empatia, amor, compaixão, solidariedade e tudo mais de positivo. Entender, de uma vez por todas, que o mundo tem pedido clemência e nós não temos ouvido. Ou, fingimos que não. Quantas foram as vezes em que pensamos no próximo assim como em nós mesmos? Que nos colocamos no lugar de alguém que está passando por uma situação adversa e pensamos... ”Nossa! E se fosse comigo?”. Que fomos gentis, simplesmente por ser, sem pensar em ganhar algo em troca? Ou tirar algum tipo de vantagem. Dar as mãos, mesmo que no sentido simbólico, e entender, que SOMOS TODOS HUMANOS!


Deu pra perceber que esse vírus veio como um: “Se toca, cês são todos iguais e ninguém é melhor que ninguém. Vai todo mundo se unir pra me enfrentar.” Que as mulheres, os negros, os pobres, os indígenas, a comunidade LGBTQ+, os portadores de necessidades especiais e toda a população merecem e precisam ser respeitados. Ninguém é mais que ninguém e já basta ter medo de sair na rua, simplesmente, por ser quem é. Todos os dias é uma notícia de uma pessoa que morre por banalidade. Chega! Pelo amor de Deus!


Todos merecem RESPEITO e pronto! Tudo começa pelo respeito e ele deve prevalecer, sempre!


Dessa maneira, eu te pergunto: O que podemos aprender com tudo isso?! Muitas coisas e, creio eu, que algumas lições vêm sendo percebidas, mesmo que ainda de forma sorrateira. Percebo que o CORONAVÍRUS veio como um “estalo”. Obviamente, minha intenção não é minimizar os riscos do vírus, muito menos, estou diminuindo a sua gravidade. Meu intuito é mostrar que há algo que podemos entender, e que está como uma mensagem subliminar... É aquele famoso ditado: “Tudo na vida vem como um teste, uma lição ou um presente”. Basta nos atentarmos diante deste fato e entender o que tudo pode nos ensinar. Como se saíssemos da zona de conforto. E voltássemos para nós mesmos, num movimento de autoconhecimento, ressignificação, escuta e conexão interior. Descoberta e redescoberta de tudo o que nos é válido e importante e, que por vezes, deixamos de lado, ou, até mesmo, nem sabíamos o quanto é importante.


Outro dia, vi no jornal a solidariedade com as pessoas idosas, onde os vizinhos estão se colocando a disposição para ir às compras. Vejo, também, as pessoas indo para a varanda e deixando a musica reverberar e contagiar.


Por isso, pare. Simplesmente. Se dê uma pausa. Se não te faz bem ficar vendo as noticias o tempo todo, não veja.


Apenas, PARE!


Respire lentamente e conte até três e expire na mesma frequência. Faça esse mesmo movimento três vezes, até que você consiga perceber a sua respiração. Notou alguma diferença? Bom, talvez assim de primeira, não seja tão nítido, mas aos poucos, e com certa repetição, a gente passe a notar algo tão essencial e, que muitas vezes, nem mesmo damos a devida atenção: Nossa respiração.


Nosso corpo é nosso Templo Sagrado, Nosso Lar. Nós o habitamos. Ele tem todas as marcas das nossas histórias. Sejam elas boas ou não. Está tudo aí, registrado. Mas, a gente quase não para pra se ouvir, se ouvir em total estado de presença. Ficar em silencio e permitir que nosso corpo diga o que deseja.


Precisamos nos dar uma pausa, precisamos dar valor às coisas que não têm preço. Precisamos de mais vida na nossa vida. Precisamos aprender...


Se esse texto disse algo ao seu coração, deixe seu comentário e compartilhe com as pessoas a quem você acredita que ler isso faria bem. Terei prazer em responder você!



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